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quinta-feira, 20 de abril de 2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

E elas vão dizendo sim.. Vem ai o Divas do Samba 5


Música: Uma Obra de Arte

Sonic Pavilion, de Doug Aitken - Fotografia por Talita Santos
Numa dessas minhas andanças por aí, tive o prazer de conhecer o Instituto Inhotim na cidade de Brumadinho - MG.
Pra quem não conhece, Inhotim é considerado o maior centro de arte contemporâneo à céu aberto da América Latina. 
Aceitei o convite um pouco receosa por não entender de arte, mas confesso que me surpreendi. 
Você chega no Instituto e dá de cara com uma paisagem exuberante: artes espalhadas por toda a parte, fauna, flora e som! Simmm! Muita música!!!  
Passei três dias inteiros por lá. E a cada passo uma agradável surpresa. 
Dentre os milhares de trabalhos espalhados pelo parque, a música é parte integrante e um toque envolvente para a atrair o visitante.
Na galeria Cosmococa de Helio Oiticica, você entra numa sala escura com várias redes coloridas espalhadas ao som de Jimi Hendrix e sua guitarra distorcida sendo projetada na sala; um convite atrativo para deitar e relaxar.
Na galeria Psicoativa do pernambucano Tunga, você é convidado a fazer uma reflexão sobre a exploração de recursos naturais e recursos humanos nas mineradoras e para impactar ainda mais, o artista traz um som exclusivo de Arnaldo Antunes, feito especialmente para essa galeria.
A sala Folly, de Valeska Soares, te traz uma vontade inexplicável: DANÇAR!!! Ao som de The look of love de Dusty Springfield, uma sala escura, o vídeo de um casal dançando é projetado nas paredes espelhadas que dão a sensação de múltiplas imagens formadas pelos reflexos. Você se sente totalmente a vontade para sentir a melodia e bailar sozinho ou acompanhado.
Uma outra obra que chama bastante atenção em Inhotim é a Sonic Pavilion. Microfones e equipamentos de amplificação sonora foram instalados a 200 metros de profundidade para captar o som do centro da Terra, num pavilhão de vidro, vazio e circular. O som é captado em tempo real e nos traz a sensação de sermos parte integrante desse universo.
Eu ainda poderia mencionar outras milhares de obras com seus respectivos sons, falar dos sons dos passarinhos, do vento nas palmeiras, do som ambiente nos restaurantes e áreas de descanso e outros sons que Inhotim nos proporciona. 
Assim como li num blog amigo, se eu pudesse te dar um conselho seria: visite Inhotim!
Além do fim de semana agradabilíssimo que passei nesse lugar lindo, cheio de vida e na companhia de amigos, uma coisa valiosa eu pude sentir: a música também é uma obra de arte!!! 

RODA DE SAMBA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA, VOU TENTAR EXPLICAR MAIS UMA VEZ...


Desta vez não vou falar da importância do samba, nem vir com conversa de samba raiz. Vamos falar de coletivos, coletivos que tem dificuldades e realizações. Coletivos que como na casa de nossa avó sempre cabe mais um amigo para participar e provar do gostinho de alimento bom. E nesta "casa de vó"  passaram 12 anos de resistência, festas e também conflitos resolvíveis. Tudo feito em um misto de projeto e improviso, tudo feito em meio a  lágrimas e também sorrisos. E o resultado foi uma casa cheia, cheia de batuqueiros, sambistas e acima de tudo amantes de uma autêntica roda de samba interminável... Coisas que lembram dos tempos de Don Don, que não precisam de  ensaio e nem de delongas ... é o samba como o samba, lapidado a encontros amigáveis e embriagáveis. Por isto eu vou lhe explicar mais uma vez algo sobre   a Roda de Samba da Comunidade Quilombola, ela não tem explicação. Que mais doze anos venham .. a comunidade do samba local agradece. 

PEROLA NEGRA - POR ANDRÉ BERTINE


 A cortina, estática pela ausência de vento, se agiganta do alto da grua até esgueirar-se pelo palco de madeira como quem o agasalha. A plateia, na expectativa de um grande show, está em absoluto silêncio, exceto por algumas tosses que escapam ao ordenamento e podem ser ouvidas da coxia. Meu coração dispara. Tudo passa lentamente e, de modo estranho, parece que nunca sou eu que estou ali. Reparo que para os meus pares também é um momento de tensão. O teatro está lotado. O som que foi passado está bom? Será que desafinou alguma corda do meu instrumento? Pairam sobre as nossas cabeças as dúvidas de sempre e é preciso tomar cuidado para que elas não se imponham à concentração exigida naquele momento. Busco águas calmas em um porto seguro. E lá está meu farol: Thereza Alves, uma rocha delicadamente concentrada. Cabeça baixa, dedos entrelaçados nas mãos que repousam calmas logo abaixo da cintura, os lábios se mexem inaudíveis como quem murmura um mantra. De repente, a cabeça sobe lentamente, os seus olhos se abrem e eles encontram os meus. Ela sorri. E, dali em diante, eu tenho a absoluta certeza de que tudo dará certo e o show será perfeito.

Thereza entra no palco aplaudida. São mais de 50 anos dedicados a arte. A arte de cantar e encantar plateias. Surgem os primeiros acordes e, pouco a pouco, vou me liquefazendo, me moldando, buscando o meu espaço entre os sons da marcação e os ponteios das cordas. Thereza abre a voz anunciando a chegada do primeiro refrão. Paulatinamente, aquela tensão vai se transformando em prazer absoluto. Ela está de costas para mim e observo cada movimento, cada gesto, cada nota. Tudo minuciosamente belo. Sem exagero, mas exageradamente lindo. Tudo nela me soa puro, sincero, sem floreios desnecessários. Uma joia que o clarão da luz em contraste com a pele negra deixa ainda mais linda. É a Pérola Negra.
Foi no sucesso dos programas de auditório que Thereza iniciou sua carreira. Em um tempo que eles eram todos ao vivo e não havia espaço para erros, nem recursos tecnológicos para driblar alguma desafinação. Era ali e na hora. Foi a era de ouro da rádio. Três, dois um e pau, o Brasil conhecia aquela voz marcante que posteriormente dividiria palco com gigantes da música popular brasileira como Baden Powell, Jair Rodrigues, entre tantos outros. Cantou e encantou milhares de pessoas, gerações. Fez tanta gente chorar e tanta gente sorrir que a vida, em retribuição, manteve o seu vozeirão intacto ao longo dos anos. Uma voz forte feito a rocha que estava há minutos ali, concentrada em minha frente, tão segura que me passava segurança só de se deixar ser olhada. Uma voz doce, sublime que chegou a ser compara às de Elizeth Cardoso e Ângela Maria ecoava pelo teatro para o deleite da admirada plateia.

Após o bis, finda-se o show. Thereza agradece ao público que retribui aplaudindo de pé. Ao virar-se para agradecer os músicos meus olhos encontram os seus já marejados e tomados pela emoção. Não, Thereza, nós é que temos que agradecer por termos tão perto uma artista do seu gabarito. Agradeço por ter mantido seu talento intacto ao longo dos anos. Agradeço por ter atravessado gerações para também encantar a minha. Temos muito, mas muito o que aprender com a sua arte. Serei eternamente grato por ter a honra de dividir, palco, emoções e canções contigo.

domingo, 26 de março de 2017

Zap nada, pegunte logo a música que ela (e) ouve e tudo se resolve.. quase sempre

Talvez não seja como uma boa cantada... mas vou te falar  facilita muito para conhecer uma  pessoa que se deseja. E a partir disto saio defendendo: nós  somos o que ouvimos,  me arriscando  ir até um pouco mais além. Quando quiser flertar com alguém esqueça de pegar o número do zapp e pergunte logo  a música que ela ouve; além de facilitar o  "desenrolar", posso te garantir que descobrirá particularidades da  personalidade como  se  é alegre ou reservada, formal ou eclética e até se dança ou segura a criança .. Mas lembre-se  a regra vale também para conquistar boas amizades, eu  já fiz eternos amigos pela música,  até de gostos musicais bem diferentes confesso, mas quase sempre a conversa parte do mesmo princípio "e aí  que música você gosta de ouvir ?" Em uma época em que as pessoas se ouvem tão pouco, quem sabe uma conversa iniciada pela musica não seja o caminho para  encontros com um futuro amado ou amada? Já pensou  a respeito, faça um teste, afinal você é o que você ouve,  quase sempre kk....  Axé

segunda-feira, 13 de março de 2017

Quando o menos é muito, muito mais: terra batida e boa energia fazem um samba espetacular

Entre 1930 e 1970, o desfile das escolas de samba tinha dois atos: a apresentação do samba enredo e de versos improvisados conhecidos como sambas de terreiro.
Esse nome se deve ao fato de que os versos eram compostos nos espaços de terra batida que depois vieram a se transformar nas quadras que hoje conhecemos.
Após a mudança para tocar somente o samba enredo durante todo o desfile, as escolas mantém a tradição de cantar e tocar esses sambas de terreiros nas quadras durante o ano todo, como uma marca da escola, como um grito de guerra.

E para nossa sorte, essa maravilha saiu das quadras e tem conquistado os quintais por aí afora.
Você pode estar se perguntando: Quintal? Não escrevi errado não. É isso mesmo.
Tive o prazer de conhecer nesse sábado, o famoso Quintal do Portuga na cidade de Limeira-SP.
O simpático Sr. Portuga abre as portas da casa dele, ou melhor, o quintal da casa para receber centenas de pessoas para prestigiar um dos melhores sambas de terreiro.
Chão de terra batido, duas ou três árvores para garantir a sombra e pronto: o local perfeito para o samba acontecer.
Nos muros, painéis com grandes nomes do samba: Cartola, João Nogueira, Moacyr Luz, Martinho da Vila, Osvaldinho da Cuíca e por aí vai.
Nas mesas espalhadas pelo quintal toalhinhas xadrez dão um charme todo especial no ambiente.
Culinária de boteco: pastel, cuscuz, amendoim a disposição. A cerveja geladinha ou a caipirinha de limão a gosto do freguês.

Nessa tarde de sábado, São Jorge bem no centro da roda dá as boas vindas aos amigos. Serginho e Buzinga são os anfitriões do Quintal. Junto com uma turma de dez músicos eles fazem o samba acontecer. A amizade e o talento dos músicos é algo que impressiona. Músicos de cidades diferentes, que quando se encontram a sintonia entre eles é natural e o repertório sendo moldado ao vivo. O samba é das antigas, aqueles de qualidade. Se você tiver pedidos, pode ficar a vontade pra fazer. Música autoral é sempre muito bem vinda na roda. É músico e foi lá pra prestigiar: logo você está na roda tocando. Foi só pra prestigiar? Em questão de minutos você está sambando ou cantando ou batendo na palma da mão ou ainda fazendo tudo isso. É uma coisa de energia, de pele, é natural.
Não dá pra se segurar. Não dá pra ficar parado. Não tem como não se encantar.   
Umas horinhas de muito sol e calor e a chuva resolve cair. Problema? Nenhum! A gente interpreta como sendo benção do céu. Espera um pouquinho e pronto. A chuva cessa e a gente continua.
Molhado mesmo. O chão agora não levanta mais poeira. A terra batida não deixa poças. A energia foi revigorada. O samba veio com o dobro de empolgação. E a noite não poderia ficar melhor: a lua deslumbrante, branca e cheia como gosta São Jorge ilumina o terreiro, a música de Zeca Pagodinho – Minha Fé, todos abençoados e radiantes pelo espetáculo que acabou de se ver e sentir.

Mais uma vez eu vejo, vivo e posso falar das coisas simples e boas da vida: espírito de boemia, boa música, família e amigos, amizade e o respeito com o samba. É isso que se chama samba. É disso que eu venho falando! 
Ô sorte a nossa!!!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Regiel vem chegando em nosso cantinho: Um pouco mais de poesia...

E ele disse sim. Escritor, poeta, artista Regiel Mendes aceitou nosso convite e  está vindo mostrar em nosso cantinho escritos, "causos", poemas e poesias no espaço "Um pouco mais de poesia". Seja bem vindo Mendes. O quer seria do mundo sem as palavras e sem as poesias escritas, faladas e musicadas... Degustem até o último sentido meus queridos
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